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Esperança em Final de Vida
Data 04/04/2010 21:13  Autor DynaSoft  Vezes 106  Idioma Portuguese

“Tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou,” Eclesiastes 3:2

Ontem, dia 1º de abril foi o encerramento do ciclo de palestras sobre Cuidados Paliativos, da Semana Teológica organizada pelo Sebanop (Seminário Batista do Nordeste Paulista). O texto de Eclesiastes foi citado pelo palestrante, Pr. Moisés Alves dos Santos, missionário da CBESP (Convenção Batista do Estado de São Paulo), que atua na área de capelania. O tema, “Esperança a Pacientes em Final de Vida”, trouxe à reflexão a importância de levar a esperança do amor de Deus a pessoas em estado de terminalidade.



O pastor também revisou temas que foram apresentados nos outros dias, como a definição de Cuidados Paliativos, e os tipos de tratamentos que são possíveis com pacientes em estado terminal (Curativo, Paliativo e Terminal). Também trouxe quais devem ser as maiores qualidades de alguém que trabalha com doentes crônicos: empatia, honestidade, humildade e compaixão. E que o pastor ou cristão que decide trabalhar nessa área deve sempre se instruir, se informar, investir na sua formação, para poder realmente auxiliar não somente pacientes, mas ser realmente apoio no hospital que trabalhar. “O capelão precisa interagir com a equipe médica, buscar entender de medicina, saber termos médicos, para realmente conhecer o estado de um paciente e ajudá-lo”, disse o Pr. Moisés.

Mas, o tema central da palestra foi Esperança. “Para Cuidados Paliativos, temos um paciente não uma doença”, explica o Pr. Moisés. E é para esse paciente, essa pessoa que as atenções se voltam, e trabalha-se para que, mesmo que em seus momentos finais de vida, morra com dignidade, conforto e com esperança. Mas quais são as esperanças de uma pessoa que está a beira da morte? “Muitas vezes a esperança de um paciente é ter alguém ao lado no momento da morte”, compartilha o missionário. Cuidados Paliativos entende que se deve preservar a esperança e não a vida a qualquer custo.

Sobretudo, como servos de Deus, a principal esperança que essas pessoas esperam, é que levemos o amor do Deus que acolhe, conforta e sustenta. Uma situação de terminalidade causa muita dor no paciente, dor esta que pode ser física ou emocional, e afetá-lo tanto no corpo, quanto em seu meio social. A Igreja de Cristo deve ter coragem para estar com alguém que está morrendo e prepará-lo para a morte, pois muitas vezes o milagre tão esperado não acontece, porque não está nos planos de Deus.

Além disso, a morte deve ser para o cristão um assunto tão natural como é o nascer de alguém, já que para nós significa Vida Eterna, e é essa esperança que precisa ser anunciada a esses pacientes, uma continuidade do que acabou aqui, uma nova vida, plena, perfeita, feliz. “A maior parte das pessoas, podemos dizer que 99% delas, clamam por Deus quando descobrem que estão com uma doença terminal”, conta o Pr. Moisés a partir de suas experiências. Ele compartilha também que essas pessoas quando morrem, buscam morrer em paz com Deus, consigo mesma e com a família. E essa paz, não é religião, somente Cristo pode fazer alguém conhecer essa paz para partir tranqüilo.

O missionário também trouxe à reflexão o porquê temos tanta dificuldade em tratar da morte, e disse que as pessoas não sabem morrer porque não sabem viver. E são a essas pessoas que a Igreja tem que direcionar o olhar e o amor. Cuidar verdadeiramente é mais do que curar, e o curar que Cristo oferece, vai além do corpo. O campo de Cuidados Paliativos pode ser infinito se a igreja souber se preparar para essa colheita. As pessoas estão nos leitos desses hospitais já sem qualquer esperança de cura da doença diagnosticada, mas existe uma esperança que poderemos sempre levar, uma esperança infinita, que pode curar, sarar todas as feridas e dar a esses pacientes a certeza da eternidade, da vida ao lado de Deus, para sempre.

Que essa semana de estudos sobre Cuidados Paliativos tenha falado ao coração dos servos de Cristo, e que estes possam entender o chamado do Senhor Jesus por essas almas que estão doentes, não somente fisicamente, mas espiritualmente, ansiosas por conhecer a esperança que somente a fé em Deus pode trazer. Que possamos ir, por Cristo.

Lorena Marcatto Nunes – Bacharel em Jornalismo pela PUC Campinas

Colaboradora SEBANOP
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